Elegibilidade de SOA

July 15, 2008 – 2:32 pm by Gustavo S. Sinis

O negócio determina se a abordagem SOA é apropriada, ou seja, se flexibilidade e resposta rápida a mudanças são importantes para um determinado processo de negócio. Quando utilizamos SOA, criamos uma abstração que indexa, isola e organiza o código (que representa as regras de negócio). A indexação leva tempo e exige um projeto mais elaborado, mas proporciona controle da complexidade e respostas rápidas a mudanças. SOA só faz sentido se pensarmos corporativamente e no efeito acumulativo da abordagem.

A criação de níveis de orquestração, por exemplo, exige um projeto mais elaborado. Serviços compostos proporcionam baixo acoplamento, funcionam como uma camada de indireção para outros serviços, substituindo trocas de mensagens diretas (projeto mais simples) por orquestrações (projeto mais elaborado).

Soluções com SOA se destinam, na maioria das vezes, a superar limitações humanas, como lidar com grande quantidade de sistemas com regras compartilhadas e processos complexos freqüentemente alterados. Para lidar com tal complexidade, no caso de SOA, a principal abstração é o serviço de processo de negócio. Serviços orientam a arquitetura e fornecem um vocabulário comum entre TI e as áreas de negócio.

Além da relevância para o negócio, é necessário considerar o equilíbrio entre processos, ferramentas e pessoas. Na prática, não é fácil conciliar interesses de projetos de desenvolvimento de software - que possuem pressão de prazos, custos e objetivos imediatos - com os interesses mais corporativos e estratégicos. Corrida de cem metros ou maratona? Por isso, só e viável a abordagem SOA se for possível o mínimo de governança, com políticas de propriedade de serviços e de incentivos.

Grandes corporações encontram desafios em coordenar e gerenciar várias equipes simultâneas, e algumas vezes desenvolvendo partes diferentes do mesmo sistema. Isto resulta na necessidade de uma forma fácil de planejar, divulgar e reaproveitar processos de governança e práticas mais ágeis, algumas ferramentas podem ajudar como, por exemplo, o Team Concert.

Já no caso de ferramentas, ESBs são interessantes, mas não obrigatórias para SOA, sendo os processos e os métodos mais importantes. Contudo, ferramentas que podem apoiar a governança SOA como, por exemplo, EPF, DAM e JAZZ, devem ser seriamente consideradas.

Finalmente, uma equipe madura, treinamentos e consultoria são essenciais.

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